O valor da aderência pode ser determinado experimentalmente e de modo muito simples, por exemplo, com provas de frenagem ou aceleração. Os fatores mais importantes que contribuem para o valor da aderência são:
Referentes ao solo: tipo de pavimentação; aspereza e irregularidades da superfície; presença de barro; óleo, folhas, umidade, neve ou gelo; presença de água e espessura da camada de água; temperatura.
Referentes ao veiculo: carga aplicada sobre as rodas motrizes; peso do veículo; tipo de amortecedores e suspensão; velocidade desenvolvida; torque transmitido as rodas.
Referentes ao pneumático: natureza da composição da borracha; dimensões da área de contato; uniformidade das pressões na área de contato; estrutura e elasticidade da carcaça; desenho, espessura e deformabilidade da banda de rodagem,; temperatura do atrito entre pneumático e solo.
Resumindo, conclui-se que um mesmo pneu, montado em veículos diferentes e mantendo-se constantes as demais condições, fornece diferentes valores de aderência. Analogamente, para carros e pneumáticos iguais, obtêm-se valores de aderência diferentes, conforme o tipo de pavimentação da pista.
Para reduzir desgaste dos pneus é necessário:
1. Reduzir a rigidez das barras anti-roll. A redução de barra anti-roll e molas tem que ser feita até não provocar mais deslizamento nas curvas.
2. Aumentar o ângulo das asas dianteira e traseira. Em alguns pistas com longas curvas de alta velocidade, o modo de reduzir o desgaste dos pneus está em usar barra anti-roll mais suave novamente, molas mais suaves (até certo ponto), mais asas (para prevenir deslizamentos).
3. Pilotar de forma mais suave e gentil. Dirija mais suavemente ao redor de curvas e evite travamento dos pneus nas frenagens mais fortes. Seja mais gentil com o acelerador e em todas transições de aceleração e curvas e nas frenagens.
Os pneus são um dos componentes fundamentais no desempenho de um carro de competição. Quando o piloto regula a suspensão, tem por objetivo fazê-los trabalharem em perfeitas condições. Se a aderência não for adequada, o carro estará se privando de todas as possibilidades do motor.
Um desequilíbrio na suspensão fará com que a superfície do composto se aqueça demasiadamente, acarretando deslizamento da camada superficial da borracha (rolling) e, conseqüentemente, deixando o pneu mais escorregadio. O piloto precisa perceber isso, sentindo quando o carro, a cada curva, passa a escorregar mais na pista. Além disso, o rolling fará com que se formem bolhas na superfície do composto, que não levarão muito tempo para deixar o pneu imprestável.
Contudo, essa situação nem sempre é causada por uma regulagem errada, mas devido ao mal aproveitamento do jogo de pneus, principalmente por quem se envolve intensamente num duelo nas primeiras voltas da corrida, quando o carro está cheio de combustível e mais pesado. Esse é um erro de tática jamais cometido pelos bons pilotos. O desgaste dos pneus corresponde ao seu estilo motriz. Se você constantemente travar seus freios, deslizar o carro em todas as curvas, e deslizar as rodas nas acelerações de saída de curvas, você pode ter certeza que seus pneus se desgastarão muito mais rapidamente que se você for mais conservador.
Não é incomum os quatro pneus terem taxas diferentes de desgaste. O objetivo aqui é que a taxa de desgaste dos pneus está ajustada dentro da sua estratégia de parada de pits. A base de bons setups é alcançar uma boa dirigibilidade, isto é, um carro previsível em termos de resposta ao longo de uma corrida andando no limite.
Em pistas com curvas de baixa velocidade opte por taxas de molas bastante baixas, e dependendo do cicuito, entre média e alta barra anti-roll.cumpz
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